
terça-feira, 17 de maio de 2011
Correntes.

terça-feira, 20 de outubro de 2009
A aparição mais terna que inventei

Todos se divertem

Luzes no vagão solitário

Música ferida

Música ferida
De meu contorno
Dor do asco
Em teu corpo.
Música ferida
Dos pátios
Pedaços estáticos
Flácido bojo.
Fende, febre rude
A dardejar
Um compasso
Primeiro laço
A despedaçar.
Concha marfínea
Nota estelar
Cai de minha boca
Fendida
A sangrar.
Música ferida
De meu contorno
Doença emocional
Exílio de ouro.
Canto cinza.
Deslizam...

Induz a erro os olhos pelas vias de vários enigmas.
Ovídio.
Espelhos,vidros, náusea.
Flutuam sobre a tumba náufraga
Dedos de mulher não nascida
E os sonhos dos sonhos em fogo fátuo
Traçam rotas sem leme, ogivas mergulhando no mar
E o sal inoculando vespas e aranhas...
E dos versos ressonantes que fluem façanhas,
Delírios, mãos decepadas pela lua cantante
bocas roxas de beijos engolem o instante:
E os sinos dos rios no ambiente sonâmbulo
Espalham signos de poros no sonho ermo
Eu acordado pelas luzes virtuais do meu sono.
E não sabendo que as vagas negras são de pesadelo
Os meus passos perambulam como frios pomos
Entre jardins vicerais, azuladas conspirações
Deslizam sobre flores de lótus e cinamomos...